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Os "espíritas" continuam em pânico

Sem medir escrúpulos em cair em contradições, os "espíritas" reagem apavorados com as críticas que sua doutrina recebe intensamente e põem em risco a confortável reputação de "ícone de bondade" associada a Francisco Cândido Xavier.

Seus pregadores, tentando puxar para suas vaidades pessoais os argumentos de Allan Kardec sobre a coerência espírita, desconhecem que, se o pedagogo francês e mensageiros espirituais como Erasto criticaram os traidores da Doutrina Espírita, essas críticas são justamente endereçadas aos brasileiros que deturpam o pensamento kardeciano do qual se autoproclamam "rigorosamente infiéis".

Os "espíritas" se sentem incomodados com o aumento das críticas e com muitas revelações dos escândalos e confusões em que Chico Xavier foi envolvido, muitas vezes de propósito, com o apoio mais explícito do anti-médium mineiro, e se comportam como aquelas pessoas que veem pedaços do teto de uma casa caírem e ficarem sentados chorando.

Agora eles tentam "esclarecer" suas posturas, desmentindo que quisessem ver em Chico Xavier mais do que o "homem bondoso e humilde" que tanto cultuam. É certo que isso acaba dando origem a um conflito interno entre os "espíritas", já que existe uma corrente que vê Xavier como um misto de profeta, filósofo e cientista e outra que o define como "símbolo elevado de amor ao próximo".

Na Torre de Babel privativa dos "espíritas", que esperam o Bilhete Único (Bônus-Hora?) para o céu através da alimentadora adoração a Chico Xavier, veremos o conflito que poderá haver entre a torcida "científica" de Alexander Moreira-Almeida, Jorge Cecílio Daher Jr., Divaldo Franco e Geraldo Lemos Neto, e a torcida "filantrópica" de Ariston Teles, Eurípedes Higino e companhia.

A crise do "espiritismo" mostra tais aspectos e, é claro, os "espíritas", tão "conciliadores", tentarão evitar tais divergências, enquanto todo mundo posa de "fiel a Allan Kardec" não só traindo o pensamento do professor lionês, mas apunhalando-o pelas costas, com seus crimes de lesa-doutrina.

Os "espíritas" caem em contradição o tempo inteiro e clamam, chorosos, para que sejam respeitados, eles que nunca respeitaram a Doutrina Espírita original, inaugurada em 1857. Em pânico, veem suas crenças serem ameaçadas constantemente, mas acreditam que seus contestadores irão um dia expressar uma "mea culpa" e deixar tudo como está.

Só que esse caminho não tem volta, e isso é que traz a dor, a angústia e - por que não? - a raiva entre os "espíritas". Eles recorrem até a Erasto, sem saber que são por ele reprovados, como os inimigos do pensamento kardeciano a temperar suas mistificações com discursos bonitos e com um verniz de "humildade e bondade".

Vendo crescerem denúncias a respeito da trajetória confusa de Chico Xavier, querem salvá-lo cobrindo-o com o véu da filantropia, ele que nunca ajudou de forma devida e definitiva, apesar de toda a mistificação em torno dessa suposta ideia.

Chico Xavier só fez pequenas ajudas, como esmolas e investimentos em débeis projetos educacionais que até ensinam a ler, escrever e respeitar as pessoas, mas nunca ver a vida de forma questionadora e vibrante. Além disso, parte da "boa obra" de Chico Xavier também esconde aspectos traiçoeiros ou levianos.

Primeiro, abrir mão da remuneração pelo faturamento colhido pela venda de livros não significa necessariamente ser bondoso ou generoso. Em primeiro lugar, porque basta o beneficiário se esquecer do dinheiro. O dinheiro apenas não cai em suas mãos. Em segundo, porque parte do lucro das obras de Xavier vai, até hoje, para os bolsos dos chefões da Federação "Espírita" Brasileira e seu patrimônio pessoal.

O que poucos sabem é que o adorado "filho adotivo" de Chico Xavier, Eurípedes Higino, chegou a ser investigado por desvio do faturamento destinado a um "centro espírita" em Uberaba para o patrimônio pessoal dele e de uma hoje ex-esposa. uma mulher da alta sociedade. Houve sobretudo uma ameaça de processo judicial que, misteriosamente, "morreu na praia".

Afinal, a Justiça dos homens tem muito medo de Chico Xavier. Acadêmicos, cientistas, juristas, ninguém quer enfrentar Chico Xavier e todos acabam seduzidos pela mística do "amor e bondade" que ainda mostra certas crueldades.

Essas crueldades estão em torno da sua falsa mediunidade, que ele usava os nomes dos mortos em proveito próprio, e da publicidade que promovia com a exploração sensacionalista das tragédias humanas e do marketing que as mensagens "consoladoras" representaram.

Isso, não obstante, prolongava as angústias familiares, através da exploração midiática das suas tragédias pessoais, que as tirava da privacidade que seria um terreno ideal para chorarem a perda de seus entes queridos. Logo o Chico Xavier da oração em silêncio, não queria que os familiares sofressem as perdas de parentes na sua privacidade, mas sob os holofotes da grande mídia!

Mostrar aspectos assim tão sombrios dói para os "espíritas", que não sabem mais o que fazer. Acham que suas posturas dúbias que acontecem nos últimos 40 anos devem prevalecer, e, confusos, os "espíritas" tentam atribuir seus próprios erros a outros que definem como "maus espíritas".

"O bom espírita sou eu, que leio Kardec (sic) e oro por Chico Xavier", dizem. Os "maus" são os outros, talvez os "peixes-pequenos" que não vão para os eventos da FEB nem aparecem ao lado de Divaldo Franco cantando os louros do envaidecimento religioso travestido de humildade.

Criticam os "erros dos outros" estufando seus peitos e achando que "cumprem a missão de paz que lhes cabe fazer", mas deixam suas próprias sujeiras debaixo do tapete para, quando forem descobertas, culparem os outros. "Não fui eu, mas apenas alguns integrantes pouco vigilantes da doutrina espírita, que cometeram tais impurezas doutrinárias", diz.

Só que sabemos que os piores traidores são aqueles que se escondem sob o véu da fidelidade. Erasto afirmava que eles viriam com os mais belos discursos, para tentar convencer as pessoas, enquanto inserem ideias alheias à Doutrina Espírita, corrompendo o pensamento trazido por Allan Kardec. Os piores traidores capricham nas palavras lindas, para acobertar ideias maliciosas.

E é isso que os apavorados "espíritas" fazem. E eles usam em causa própria os avisos de Kardec e Erasto, interpretados de forma tendenciosa e oportunista, para manter tudo como está, com todo o seu roustanguismo envergonhado, enrustido e mal-disfarçado. 

E eles imaginam que a crise terminará com sua choradeira, como se pudéssemos apagar todos os nossos questionamentos e aceitar essa doutrina dúbia, que diz uma coisa e faz outra, como se fosse primor da coerência humana. Não é. Afinal, o acúmulo de incoerências não pode ser aceito sob a desculpa da bondade e da humildade, qualidades que, entre os "espíritas", também são altamente discutíveis, como sua História tanto registrou.

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