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"Espiritismo" brasileiro deveria assumir seu rompimento com Allan Kardec e se fundir com a LBV

Imagine alguém que se assume uma coisa, mas na prática segue outra totalmente diferente. Não dá para confiar nela de fato, não é? O "Espiritismo" brasileiro é algo assim, pois sempre se assumiu "seguidora de Allan Kardec" fazendo algo bem diferente, não raramente oposto ao que o professor francês fez. Na prática, o "Espiritismo" brasileiro se parece mais com a LBV, de quem tem admiração recíproca.
A LBV é uma entidade supostamente filantrópica de caráter ecumênico. Mas tem uma simpatia - respondida com reciprocidade - ainda maior pelo deturpado "espiritismo" brasileiro, que segue orientação de Jean Baptiste Roustaing. Há quem acredite que Alziro Zarur, fundador da LBV, era a reencarnação de Roustaing, embora nossa equipe prefira acreditar que Chico Xavier é que teria sido a reencarnação do advogado de Bordéus.
O próprio "Espiritismo" brasileiro também sonha com seu caráter ecumênico, algo não previsto pelo racional Espiritismo origina…
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Você não observou os limites da suposta mediunidade brasileira?

Vendo as atividades dos supostos médiuns brasileiros, tão espetacularizadas e festejadas pela mídia e pelos mais diversos setores da sociedade civil organizada, será que ninguém percebeu os limites dessas atividades que revelam quantas irregularidades podem haver diante de tamanhas limitações?
Por exemplo, vemos autores estrangeiros que aparecem mandando mensagens em português bem brasileiro. Recentemente, o suposto médium Adriano Correia Lima, divulgando pretensas psicografias no Facebook (justamente um reduto de identidades e informações fake que hoje causam problema a este portal das redes sociais), mostrou autores de origem germânica como Alfred Schutz, Erich Fromm e Hannah Arendt "escrevendo" como se esses autores fossem youtubers lançando livros e estranhamente defendendo o Brasil como "pátria-líder" da Terra, coisa que os três nunca fariam, em sã consciência.
Há o caso famoso de Francisco Cândido Xavier, que quando lançou o suposto livro épico Há 2000 Anos …

Espíritas e "Espíritas" progressistas contestam conservadorismo de Divaldo Franco

Um manifesto, que reproduziremos abaixo, escrito por espíritas e "espíritas" (entre aspas pois o "Espiritismo" brasileiro difere do original kardeciano) que seguem orientação política de esquerda, contesta as declarações de Divaldo Franco mostradas em uma entrevista, também reproduzida aqui e que também aparecem em inúmeras declarações e palestras recentes do suposto médium.
Mas é bom lembrar que o conservadorismo de Divaldo é coerente com toda a doutrina praticada no Brasil, entusiasta de pontos estranhos como a Teologia do Sofrimento, o sistema recompensa/punição e a criminalização do suicídio e do aborto, entre outros pontos estranhos a doutrina original.
Leiam o manifesto, que deve ser entendido com ressalvas, lembrando que se trata de um gripo que inclui também seguidores da versão deturpada, cheia de pontos conservadores e despida da racionalidade do Espiritismo original, infelizmente ainda totalmente desconhecido dos brasileiros.
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Divaldo Franco não apoia só a Operação Lava Jato. Apoia um Tribunal de Exceção!

As esquerdas se comportam como aquele loser que, só porque a moça mais desejada da escola se dirigiu a ele para dar bom dia, ele acha que ela está apaixonada por ele. Em certos aspectos, chega a sentir fascínio por aqueles que, em verdade, abominam o esquerdismo e só o usam para atender seus interesses por conveniência.
O "funk" e o "espiritismo" são esses exemplos. Os dois são fenômenos blindados pelas Organizações Globo e voltados a perspectivas conservadoras de abordagem social. Apostam na visão paternalista de assistência ao povo pobre, glamourizam a miséria de forma a permitir que as classes pobres vivam razoavelmente sem no entanto romper com sua situação inferiorizada na hierarquia social. Apesar disso, as esquerdas se comportam, em relação a esses dois fenômenos, como aquele loser apaixonado por aquela "mina" que nunca dá bola a ele.
Dessa maneira, os "espíritas" agem também como aquele marido traído - uma espécie de loser que "deu …

Palestrantes "espíritas", que pregam a aceitação do sofrimento por outrem, vivem boa vida

Os chamados palestrantes "espíritas", alguns deles também "médiuns" - o caso de Divaldo Franco é notório - , sempre vivem apelando para os outros aceitarem o sofrimento, se resignarem com piores perdas, desgraças e prejuízos, pedindo para que se ore em silêncio, sem reclamar e sem denunciar o próprio sofrimento para outras pessoas, nem mesmo os familiares.
Esse "holocausto do bem" defendido pelo "espiritismo" brasileiro, que apoiou o golpe político de 2016, confirma que a doutrina que rasgou os ensinamentos originais trazidos pelo pedagogo Allan Kardec, embora este seja alvo de persistente bajulação, está voltada para a Teologia do Sofrimento, corrente medieval da Igreja Católica. Sabe-se que, se o "espiritismo" brasileiro recuperou bases de alguma coisa, essas bases não foram os postulados espíritas originais, mas o Catolicismo medieval que foi introduzido pelos jesuítas no Brasil colonial.
As pessoas vão dormir tranquilas diante des…

Os deturpadores "espíritas" e os apelos emotivos

Os deturpadores do Espiritismo são figuras deploráveis, por promover a desonestidade doutrinária e dissimular tudo isso com o maior número de apelos emotivos para forçar a unanimidade e a imunidade aos "médiuns", que se comprovam charlatães não só pela falsa mediunidade e pelo religiosismo conservador, mas pelos aparatos amorosos que forjam para levar vantagem, através de um aparato extremamente dócil.
Se Francisco Cândido Xavier se valia de apelos emocionais que o associavam a paisagens floridas, céu azul e crianças sorridentes, Divaldo Franco faz isso com uma certa diferença: ele fala como um padre católico, traz depoimentos como um guru da auto-ajuda e usa de todo um discurso melífluo para forçar a unanimidade a ele, por causa de seu aparato de mansuetude e de suposta humildade.
Pseudo-intelectual, igrejista conservador, o "médium" Divaldo Franco traz uma estranheza que muitos não conseguem notar. Numa sociedade complexa como a nossa, é bom demais para ser verd…

O perigoso "bombardeio de amor" que protege os "médiuns" deturpadores do Espiritismo

O Brasil tem um hábito muito perigoso que é o de aceitar certas armadilhas como se fossem coisas boas, e muitas pessoas aceitam a ponto de se irritarem quando são informadas de tão graves ardis. País relativamente jovem, o Brasil não experimentou os prejuízos que o mundo desenvolvido já vivenciou, e isso faz com que certas ciladas sejam vistas como a "salvação da lavoura".
Temos um suposto Espiritismo que nem de longe lembra a sobriedade racional de Allan Kardec. Nota-se que, da forma que foi feita no Brasil, a Doutrina Espírita foi rebaixada a uma versão repaginada do Catolicismo medieval, e se houve a recuperação doutrinária, ela não se remete à Codificação lançada na França em 1857, mas ao Catolicismo dos jesuítas que vigorou no período colonial brasileiro.
Isso é tão certo que um dos jesuítas, o padre Manuel da Nóbrega, foi evocado para comandar o "espiritismo à brasileira" pelo católico ortodoxo Francisco Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier, e aclamad…