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Muito se fala no Jogo da Baleia Azul; e o jogo "espírita" de "Vencer a Si Mesmo"?

O "Correio Espírita" deste mês publicou uma matéria que define o Jogo da Baleia Azul como um "jogo assassino", preocupado com a onda de suicídios provocada pelo sombrio regulamento dessa brincadeira perigosa.
Sim, é inegável que o Jogo da Baleia Azul, um modismo nas redes sociais, esteja causando tantos suicídios pela forma com que é feito seu regulamento e pelo caráter macabro das tarefas a serem feitas. Mas isso é um assunto que vai além de moralismos religiosos e que não pode ser resolvido com a censura na Internet que grupos retrógrados pregam como uma falsa solução, que na verdade protege interesses ultraconservadores mais estratégicos.
O grande problema, porém, é que o próprio "espiritismo" brasileiro também mostra seu "Jogo da Baleia Azul", através de seus valores, cada vez mais identificados com a Teologia do Sofrimento. 
Cada vez mais distante de Allan Kardec - nunca devidamente compreendido pelos seus proclamados seguidores oficiais n…
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O juízo de valor que derrubou Divaldo Franco e Chico Xavier

"Não julgueis para não serdes julgados", dizia o ensinamento de Jesus. Pegando carona, o anti-médium mineiro Francisco Cândido Xavier criou um arremedo da mesma ideia: "Não julgueis quem quer que fosse". Mas desobedeceu o que ele mesmo disse.

Em 1966, o pior julgamento de valor que se pode dar contra multidões humildes foi dado por Chico Xavier. No livro Cartas e Crônicas, Xavier acusou de terem sido "romanos sanguinários" os pobres cidadãos que, de várias partes do Grande Rio, foram assistir alegremente um espetáculo circense em Niterói, em dezembro de 1961, e foram vítimas de um incêndio criminoso.
O agravante da infundada acusação - feita sem provas documentais, de maneira generalizada, sem estudo da Ciência Espírita e preocupada com suposta encarnação longínqua e superada - é que Chico Xavier, para se livrar de culpa, botou a responsabilidade no pretenso autor espiritual, Humberto de Campos, muito mal disfarçado pelo codinome Irmão X.
Só neste episód…

Teologia do Sofrimento: o golpe no "Espiritismo" brasileiro

Uma coisa a notar em textos e palestras recentes no "Espiritismo" brasileiro é o aumento de textos que evocam a medieval e sadomasoquista Teologia do Sofrimento, delírio que sugere que o sofrimento, por mais torturante que seja, é o caminho mais fácil para a prosperidade. o que a lógica comprova como uma falácia.
O "Espiritismo" brasileiro se tornou uma site igrejeira que segue o Catolicismo medieval e importou muitos de seus dogmas, estranhos a doutrina original codificada por Allan Kardec. A Teologia do Sofrimento é um destes dogmas e nem mesmo o segmento mais conservador do Catolicismo atual quer mais saber dessa teologia estranha que no fundo diz que sofrer é muito bom.
Ele resulta da má interpretação do sofrimento de Jesus, que na verdade teve motivação política. Acreditam os defensores deste teologia que Jesus aceitou sofrer para "expurgar" o mal da humanidade, numa atitude que desafia qualquer tipo de lógica. Não faz sentido uma pessoa sofrer para…

O comentário preconceituoso de Divaldo Franco e como ele feriu a doutrina que ele pensa representar

Divaldo Franco, tido pelos seus seguidores como a maior liderança "espírita" da atualidade e sábio incontestável (sic), é um dos responsáveis pela deturpação da doutrina e pela inserção de ideias estranhas e conceitos equivocados que vem desviando o foco dos seguidores, colocando-os diante questões fúteis e delirantes.
O médium baiano, de formação católica, se encaixa perfeitamente no perfil de falso profeta alertado por Erasto, pois costuma ser bastante prolixo e rebuscado, nunca deixando claras as suas ideias. Mesmo assim posa de "sábio absoluto", daqueles que alegam conhecer todos os segredos do universo e de ter respostas para todas as questões. 
Com admiradores fanáticos a defendê-lo com o mais profundo ódio a críticas, mesmo sensatas, Divaldo deu uma declaração que soa preconceituosa, embora tenha coerência com o dogmatismo defendido pela versão deturpada da doutrina, que usa o nome de Allan Kardec apenas para se promover. Aliás, uma declaração que vai total…

Jovem foi vítima de estupro coletivo. Cadê o dr. Bezerra?

O caso ocorreu meses atrás, mais precisamente na noite de 16 de dezembro de 2016, três dias antes do dia da famosa palestra de Divaldo Franco no Campo Grande, o "ponto máximo" do evento ecumênico  organizado por "espíritas", chamado "Você e a Paz".
Uma moça de 22 anos estava esperando, por volta das 20 horas, por um ônibus no bairro de Pau da Lima, em Salvador, quando um homem numa moto chegou e abordou a garota, forçando-a a pegar carona com ele. Ele fez ameaças e ela foi obrigada a se sentar na garupa, e o homem colocou na cabeça dela um capacete para dificultar o reconhecimento do destino que ele a levaria.
Em seguida, pararam na área de um matagal, onde outros três homens esperavam o motoqueiro, e então os quatro seguraram a jovem, realizando um estupro coletivo. Após o estupro, a jovem foi deixada numa rua próxima à Av. Paralela. O caso foi denunciado à delegacia do local e a jovem, que não pôde reconhecer os criminosos, dias depois foi fazer exame …

O palestrante "espírita"

O palestrante "espírita"... Esse artífice das belas palavras, esse malabarista das "mensagens positivas", capaz de defender o sofrimento humano criando todo um discurso que tenta negar tal intenção, sempre preocupado em forjar bons sentimentos e boas palavras, visando os prêmios que acredita lhe estarem reservados no além.
As pessoas que sofrem são obrigadas a virar marionetes das circunstâncias adversas, se desiludindo à toa, porque, num dia, a pessoa sofre as mais duras desilusões, na outra, a pessoa se torna escrava das ilusões de alguém pior que ela. Mas isso não sensibiliza o palestrante "espírita", que sempre se acha senhor da melhor palavra e juiz da vontade humana.
Ele se orgulha por achar que sabe os desejos dos outros, mais do que eles mesmos. Faz juízos de valor aqui e ali, de forma a tentar convencer a pessoa de que as circunstâncias que as afligem devam ser superadas, sob a desculpa do aprendizado. Muito fácil, num espetáculo de palavras bon…

Anti-esquerdismo "espírita" vai contra proposta da caridade

O "Espiritismo" brasileiro é cheio de contradições, graças a sua recusa em raciocinar e analisar tudo que chega aos seu redor. Abraçou a fé cega e a bondade estereotipada e se limita a fazer caridade paliativa, aquela que serve de mera compensação para que os necessitados se mantenham em suas condições humilhantes. 
Agora, os "espíritas" (de Chico Xavier) e os espíritas (de Allan Kardec) encanaram de aderir ao sádico ódio fascista anti-esquerda. Criminalizaram os movimentos sociais, a personalidades de esquerda e glorificaram o excludente Capitalismo, se baseando na tolice da meritocracia e descartando de uma vez por todas a acridade mencionada por Allan Kardec, um socialista, em suas obras.
Só o direitismo assumido pelo "Espiritismo" brasileiro jé envolve um festival de contradições que poderão implodir a doutrina no Brasil, que já é muito fraca em outros países. Ela entra em violento choque com a finalidade original da doutrina, que é a caridade, além …