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Mansão do Caminho e a sua responsabilidade não assumida

O que os brasileiros chamam de "Espiritismo" se pretende ser uma espécie de estímulo ao progresso espiritual. Mas entendeu errado as ideias originais da codificação, além de inserir um monte de enxertos, além de, infelizmente, lançar mão de fraudes e mentiras para legitimar seus enganos. Isso podendo assumir erros e pedir desculpas publicamente, o que seria mais humilde e honesto. Mas preferiram levar adiante os enganos, fazer o quê?

Mesmo assim, a fama de "doutrina altamente evoluída" que esta forma de"Espiritismo" tem, lhes dá uma responsabilidade muito grande de transformação social que, infelizmente, apesar das razões compreensíveis, nunca foi nem é posta em prática. E provavelmente não será.

Não vemos nenhum tipo de transformação que tenha sido feita pelo "Espiritismo" brasileiro. Nenhuma. Pobres continuam pobres. As leis continuam como estão, sempre favorecendo os mais privilegiados. Violência continua. Roubos continuam. Pessoas estão cada vez mais insensíveis e burras. Estamos aos poucos virando uma nação de espantalhos. E os líderes dessa farsa ainda vem dizer que esse Brasil falido irá mandar o mundo, dando "lições de alta espiritualidade" às outras nações? Qualé?

Eis que uma rede de televisão decide fazer uma reportagem sobre um dos projetos filantrópicos controlados por esse estranho Espiritismo, uma igreja que pensa que faz ciência: uma fé que pensa ser raciocinada, mas além de cega, está totalmente perdida.

O tal projeto é conhecido como Mansão do Caminho e é administrada pelo líder pseudo-espírita Divaldo Franco. O projeto é situado num mausoléu no bairro do Pau da Lima (onde nasceu a modelo internacionalmente conhecida Adriana Lima), com muros altos e cerca elétrica, com um aspecto que lembra o de uma penitenciária.

Claro que a reportagem vai tentar definir o projeto como modelo ara o país, mas a filantropia praticada nele nada tem de excepcional. Ou pelo menos não se vê em lugar nenhum algum resultado visível de transformação resultante de alguma coisa feita por alguma entidade "espírita". 

Na entidade não se vê nada que não seja feito em alguma outra ONG pelo país. Aliás, como é padrão das entidades "espíritas", adeptas da caridade estereotipada, paliativa, mais consoladora que solucionadora. Como é de praxe nas entidades religiosas.

Só que, apesar de não seguir fielmente o Espiritismo original, preferindo deturpar seus pontos e inserir um monte de enxertos de outras crenças, os pseudo-espíritas se assumem como tais e isso cria uma dívida de responsabilidade social que deveria ir além do que é feito na filantropia conhecida por nossa sociedade.

Assumindo como "espíritas", mesmo os deturpadores, se propõem a transformar a sociedade, eliminando problemas, injustiças e reeducando as pessoas para que aprendam a respeitar o próximo e repartir melhor os benefícios e patrimônios. Já existem muitas ONGs para fazer a caridade estereotipada. Esperaríamos algo bem diferente dos que se assumem como "espíritas".

O Espiritismo original tinha esta proposta. Recusá-la ou alterá-la é uma verdadeira traição à doutrina e infelizmente e  que tem sido feito no Brasil há mais de 100 anos. 

Resultado: os auxiliados da Mansão do Caminho saem pessoas comuns, preparadas para a sociedade, e verdade, mas sem o desejo de transformá-la. Cada auxiliado sai da entidade com a missão de ser mas um na multidão, a obedecer as regra imposta pela sociedade, se limitando a lutar pela sobrevivência financeira sem contestar qualquer coisa que esteja errada no sistema.

Uma filantropia que forma carneirinhos sociais nunca pode ser exemplo de transformação social. Continuamos esperando vir algo com maior relevância e maior substância na filantropia "espírita". Algo que traga resultados reais, formando homens conscientizados e não coroinhas "espíritas".

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