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Para "médium" espiritólico, acidente com Neymar e derrota da "seleção", foi por "inveja oculta"

Os pseudo-espíritas da FEB sempre usaram o futebol como ferramenta de manobra. Se todos os poderosos de vários setores lançam mão da ingenuidade do povo que pensa que futebol é patriotismo, porque a FEB não poderia lançar? 

Em vários episódios a FEB se associou indiretamente a CBF para tentar transformar o futebol em algo "importante. Mal sabem os seguidores da FEB que o futebol não passa de um lazer fútil, inútil e supérfluo, portanto de desinteresse total da espiritualidade superior (muito mais preocupada com assuntos bem mais sérios e úteis). Superestimar o futebol como "símbolo pátrio" é o mesmo que querer qualificar o ensino de uma escola usando as brincadeiras do recreio como critério.

E muita asneira é utilizada para tentar aumentar a importância do futebol. E como a FEB sempre tratou o futebol como "coisa séria" de "interesse da espiritualidade superior" (pelo menos dos que ala classifica como "superior"), os dirigentes e líderes ficaram preocupados com a derrota sofrida, com medo de que ela servisse para desmascarar a falsa profecia do "Anjo" Ismael de que o "Brasil seria potência mundial no início do século XXI", cujas características coincidem com a realização da copa que é, insisto: um evento de lazer, de diversão, para se dar uma risada durante alguns minutos e só.

O "médium-estrela" José Medrado, alvo de denuncias de falsificação de quadros, disse em seu blogue que o acidente de Neymar era fruto de "energias negativas resultantes de inveja oculta". Possivelmente deve pensar o mesmo sobre a derrota nos jogos seguintes. Até porque para quem acredita na infalibilidade dos ídolos espiritólicos, os jogadores da "seleção" também são infalíveis. Se esquecem que o futebol-arte morreu em 1986, dando lugar ao futebol-negócio, que favorece equipes ruins a vencerem partidas.

Na verdade Neymar foi vítima de uma agressão cometida por um jogador colombiano. Não vamos aqui aplaudir agressões, pois nada justifica a violência. Mas lançar teses absurdas para proteger o arrogante jogador brasileiro que era tratado como "enviado divino" pela sociedade e supervalorizado por uma atividade banal de chutar uma bolinha, aí já é demais.

E a derrota dos jogos seguintes. Foi por incompetência mesmo. E é bem provável que o desempenho tenha sido igual mesmo se Neymar estivesse jogando. Os primeiros jogos foram contra seleções fracas e estava muito fácil. O mito de "melhor futebol do mundo" no Brasil já acabou há mais de duas décadas e só sobrevive graças a muita manipulação midiática e as regras sociais que transformam o futebol em regra de etiqueta. Se os brasileiros perderam é porque são ruins mesmo. A derrota dos amarelados foi uma vitória da realidade amadurecida contra o mito infantil.

E vem um "médium" apoiado pela FEB dizer que foi uma "energia negativa de inveja oculta"? Inveja de quê? Feio, ignorante, farrista, cafona, sem grades qualidades de personalidade, profissional de uma atividade banal puramente lúdica, qual o motivo para fazer-nos sentir inveja dele? Salário? Ora, além de eu não fazer questão de ser rico (quero apenas qualidade de vida), não quero ter a vida desse rapaz. Se há uma coisa que não sinto por Neymar, além de admiração, é inveja. Para mim, ele é tão insignificante quanto um grão de areia. Não desejo bem a ele, mas também não desejo mal. Ele é o nada, um "coisa nenhuma" e nada mais além disso.

É muita asneira colocada para superestimar o futebol. E a FEB, que se considera "representante da espiritualidade superior" se preocupando com uma brincadeirinha de chutar bola? Sinceramente, a FEB e seus ídolos (e Medrado é um) se parecem muito com os brasileiros estereotipados: ao mesmo tempo ingênuos e trapaceadores, fazendo de tudo para que uma forma supérflua de lazer seja a razão de ser de um povo que tem medo de resolver seus problemas que só crescem a cada ano. E isso é ser "superior" e "evoluído"?

E resolver problemas cotidianos, dando qualidade de vida a população não é do "interesse" da "espiritualidade superior". Não é, FEB?

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