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Música espírita é a mesma lenga-lenga do gospel

Como bom espírita, frequento os centros em busca de alguma palestra que me ensine a viver de maneira altruísta e conscientizada. Mas detesto quando alguém resolve "temperar" alguma palestra com musiquinha.

Argumentam que as músicas "preparam o ambiente". Só se for para o sono (uma cama, por favor!), pois é aquela mesma pasmaceira que vemos com os padres saltitantes e os crentes berrões. Só é mais calminha (sonolenta mesmo!).

Um dos maiores nomes da música espírita (que se auto-rotula com o pretensioso rótulo de "MPB astral") tem o meu nome: Marcelo Bacelar (se não bastasse o Crivela e o padreco carismático - Socorro! Roubaram meu nome!!!!). Até o axezeiro Tuca, da infame Jamill & Uma Noites (que nome tolo!), perambula de vez em quando no que eu prefiro chamar de gospel espírita. Tem outros que no momento não lembro, todos piegas e chatos.

Mas é de uma pieguice bem chata, daquelas que só agradam quem não leva a doutrina espírita a sério, tratando a como uma religião qualquer e desprezando o lado científico da mesma. Afinal, Kardec era um cientista e ele não iria participar da codificação de um engodo puramente sentimental.

Sinceramente, esses cantorezinhos e bandinhas de gospel espírita que vão às favas. Não preciso deles para minhas meditações. Durutti ColumnAndreas Vollenweider e Kitaro possuem ótimas músicas para meditação.

Ah, eu adoro canto gregoriano, apesar de não ser católico. Muito melhor para relaxar que esse engodo de "MPB Astral". Que esses espíritas cantantes vão erguer as mãos com o Padreco Rossi e construir templos com o Crivella que é melhor.

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