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"Espiritismo" e a analogia da consulta médica

O seguinte texto pode esclarecer como reagem os "espíritas" brasileiros em relação ao sofrimento humano. Um paciente no consultório médico faz sua queixa de uma grave doença que lhe causa dores insuportáveis. Ele recorreu ao doutor confiante de que pudesse obter alguma receita ou remédio para cura, e por isso estava ali na sua exposição. - Eu não consigo andar, de tanta dor!! Não consigo fazer as coisas do dia a dia, mas também tenho dificuldades para descansar. Perco o sono todas as noites, diante da dor que eu sinto, preciso de sua ajuda para me dar um remédio para a cura. Faço todas as recomendações que o senhor lhe der. O médico, porém, responde com uma pergunta: - Amigo, eu acho que você deve conviver com a dor. Deve aceitá-la, talvez até gostar dela, e ter paciência o máximo que puder. - Como assim, doutor? Eu peço a cura e tento me esforçar para aguentar as dores que sinto agora, com a força da minha mente para evitar gemer, e você me diz para eu...

Muito se fala no Jogo da Baleia Azul; e o jogo "espírita" de "Vencer a Si Mesmo"?

O "Correio Espírita" deste mês publicou uma matéria que define o Jogo da Baleia Azul como um "jogo assassino", preocupado com a onda de suicídios provocada pelo sombrio regulamento dessa brincadeira perigosa. Sim, é inegável que o Jogo da Baleia Azul, um modismo nas redes sociais, esteja causando tantos suicídios pela forma com que é feito seu regulamento e pelo caráter macabro das tarefas a serem feitas. Mas isso é um assunto que vai além de moralismos religiosos e que não pode ser resolvido com a censura na Internet que grupos retrógrados pregam como uma falsa solução, que na verdade protege interesses ultraconservadores mais estratégicos. O grande problema, porém, é que o próprio "espiritismo" brasileiro também mostra seu "Jogo da Baleia Azul", através de seus valores, cada vez mais identificados com a Teologia do Sofrimento.  Cada vez mais distante de Allan Kardec - nunca devidamente compreendido pelos seus proclamados seguidor...

O juízo de valor que derrubou Divaldo Franco e Chico Xavier

"Não julgueis para não serdes julgados", dizia o ensinamento de Jesus. Pegando carona, o anti-médium mineiro Francisco Cândido Xavier criou um arremedo da mesma ideia: "Não julgueis quem quer que fosse". Mas desobedeceu o que ele mesmo disse. Em 1966, o pior julgamento de valor que se pode dar contra multidões humildes foi dado por Chico Xavier. No livro  Cartas e Crônicas , Xavier acusou de terem sido "romanos sanguinários" os pobres cidadãos que, de várias partes do Grande Rio, foram assistir alegremente um espetáculo circense em Niterói, em dezembro de 1961, e foram vítimas de um incêndio criminoso. O agravante da infundada acusação - feita sem provas documentais, de maneira generalizada, sem estudo da Ciência Espírita e preocupada com suposta encarnação longínqua e superada - é que Chico Xavier, para se livrar de culpa, botou a responsabilidade no pretenso autor espiritual, Humberto de Campos, muito mal disfarçado pelo codinome Irmão X. ...

O comentário preconceituoso de Divaldo Franco e como ele feriu a doutrina que ele pensa representar

Divaldo Franco, tido pelos seus seguidores como a maior liderança "espírita" da atualidade e sábio incontestável (sic), é um dos responsáveis pela deturpação da doutrina e pela inserção de ideias estranhas e conceitos equivocados que vem desviando o foco dos seguidores, colocando-os diante questões fúteis e delirantes. O médium baiano, de formação católica, se encaixa perfeitamente no perfil de falso profeta alertado por Erasto, pois costuma ser bastante prolixo e rebuscado, nunca deixando claras as suas ideias. Mesmo assim posa de "sábio absoluto", daqueles que alegam conhecer todos os segredos do universo e de ter respostas para todas as questões.  Com admiradores fanáticos a defendê-lo com o mais profundo ódio a críticas, mesmo sensatas, Divaldo deu uma declaração que soa preconceituosa, embora tenha coerência com o dogmatismo defendido pela versão deturpada da doutrina, que usa o nome de Allan Kardec apenas para se promover. Aliás, uma declaração que ...

Jovem foi vítima de estupro coletivo. Cadê o dr. Bezerra?

O caso ocorreu meses atrás, mais precisamente na noite de 16 de dezembro de 2016, três dias antes do dia da famosa palestra de Divaldo Franco no Campo Grande, o "ponto máximo" do evento ecumênico  organizado por "espíritas", chamado "Você e a Paz". Uma moça de 22 anos estava esperando, por volta das 20 horas, por um ônibus no bairro de Pau da Lima, em Salvador, quando um homem numa moto chegou e abordou a garota, forçando-a a pegar carona com ele. Ele fez ameaças e ela foi obrigada a se sentar na garupa, e o homem colocou na cabeça dela um capacete para dificultar o reconhecimento do destino que ele a levaria. Em seguida, pararam na área de um matagal, onde outros três homens esperavam o motoqueiro, e então os quatro seguraram a jovem, realizando um estupro coletivo. Após o estupro, a jovem foi deixada numa rua próxima à Av. Paralela. O caso foi denunciado à delegacia do local e a jovem, que não pôde reconhecer os criminosos, dias depois foi faz...

O palestrante "espírita"

O palestrante "espírita"... Esse artífice das belas palavras, esse malabarista das "mensagens positivas", capaz de defender o sofrimento humano criando todo um discurso que tenta negar tal intenção, sempre preocupado em forjar bons sentimentos e boas palavras, visando os prêmios que acredita lhe estarem reservados no além. As pessoas que sofrem são obrigadas a virar marionetes das circunstâncias adversas, se desiludindo à toa, porque, num dia, a pessoa sofre as mais duras desilusões, na outra, a pessoa se torna escrava das ilusões de alguém pior que ela. Mas isso não sensibiliza o palestrante "espírita", que sempre se acha senhor da melhor palavra e juiz da vontade humana. Ele se orgulha por achar que sabe os desejos dos outros, mais do que eles mesmos. Faz juízos de valor aqui e ali, de forma a tentar convencer a pessoa de que as circunstâncias que as afligem devam ser superadas, sob a desculpa do aprendizado. Muito fácil, num espetáculo de pal...

Anti-esquerdismo "espírita" vai contra proposta da caridade

O "Espiritismo" brasileiro é cheio de contradições, graças a sua recusa em raciocinar e analisar tudo que chega aos seu redor. Abraçou a fé cega e a bondade estereotipada e se limita a fazer caridade paliativa, aquela que serve de mera compensação para que os necessitados se mantenham em suas condições humilhantes.  Agora, os "espíritas" (de Chico Xavier) e os espíritas (de Allan Kardec) encanaram de aderir ao sádico ódio fascista anti-esquerda. Criminalizaram os movimentos sociais, a personalidades de esquerda e glorificaram o excludente Capitalismo, se baseando na tolice da meritocracia e descartando de uma vez por todas a acridade mencionada por Allan Kardec, um socialista, em suas obras. Só o direitismo assumido pelo "Espiritismo" brasileiro jé envolve um festival de contradições que poderão implodir a doutrina no Brasil, que já é muito fraca em outros países. Ela entra em violento choque com a finalidade original da doutrina, que é a carida...