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"Espiritismo" brasileiro deveria assumir seu rompimento com Allan Kardec e se fundir com a LBV

Imagine alguém que se assume uma coisa, mas na prática segue outra totalmente diferente. Não dá para confiar nela de fato, não é? O "Espiritismo" brasileiro é algo assim, pois sempre se assumiu "seguidora de Allan Kardec" fazendo algo bem diferente, não raramente oposto ao que o professor francês fez. Na prática, o "Espiritismo" brasileiro se parece mais com a LBV, de quem tem admiração recíproca.

A LBV é uma entidade supostamente filantrópica de caráter ecumênico. Mas tem uma simpatia - respondida com reciprocidade - ainda maior pelo deturpado "espiritismo" brasileiro, que segue orientação de Jean Baptiste Roustaing. Há quem acredite que Alziro Zarur, fundador da LBV, era a reencarnação de Roustaing, embora nossa equipe prefira acreditar que Chico Xavier é que teria sido a reencarnação do advogado de Bordéus.

O próprio "Espiritismo" brasileiro também sonha com seu caráter ecumênico, algo não previsto pelo racional Espiritismo original. Ecumenismo significa bagunça, indefinição e a opção de não seguir um caminho definido tem sido as raízes de muitas contradições que tem implodido o "Espiritismo", resultando em uma doutrina confusa que não sabe o que dizer.

Melhor seria que os líderes do "Espiritismo" brasileiro declarassem o divórcio definitivo de Allan Kardec, ideólogo que "espíritas" brasileiros nunca seguiram de fato e fundir com a LBV, com quem tem uma maior afinidade ideológica. Seria muito mais honesto.

Além da honestidade doutrinária de assumir um pensamento que segue na prática, a fusão com a LBV pouparia de espíritas verdadeiros fazerem críticas, que são injustamente confundidas como "intolerância", já que é natural para os deturpadores que as confusões doutrinárias sejam aceitas de forma alegre e pacífica.

Fica aqui a nossa sugestão para os "espíritas" brasileiros: se fundir com a LBV e esquecer o nome espírita, na verdade uma patente kardeciana que a FeB tomou de forma delituosa. Fundir com a LBV significa assumir posturas e garantir uma honestidade hoje ausente no "Espiritismo" brasileiro, uma doutrina que diz uma coisa fazendo outra.

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